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Título: SALOMÉ
Autor: Oscar Wilde
Tradução: Juann Acosta

ISBN : 978-65-88865-24-8
Formato: 14 x 18 cm.
Páginas: 118
Gênero: Teatro
Ilustrações: Aubrey Beardsley
Publicação: Class, 2021

 

A história da Salomé de Oscar Wilde (Dublin, 1854 - Paris,1900) pode ter seu início em Paris, quando o escritor aí se refugia, entre novembro e dezembro de 1891, para escrever sua primeira e única tragédia em francês e, possivelmente, seu trabalho mais polêmico. Mas poderíamos dizer que ela começa uns meses antes, em junho desse mesmo ano, quando Wilde conhece o jovem Lord Alfred Douglas - aquele que viria a ser, além de seu irrequieto amante que o levaria à ruina, o tradutor de Salomé para a língua inglesa. Enfin... A tragédia Salomé destoa tanto em forma quanto em conteúdo das demais peças do autor irlandês. É uma incorporação de desejo, poder e erotismo à luz da lua, cuja aparência é constantemente mencionada por vários personagens ao longo da história. A jovem Salomé possui uma beleza capaz de levar os homens à perdição. Quem ousa olhá-la é tomado por um misto de atração, medo, terror e desejo.
Salomé é uma releitura da história bíblica de João Batista, quando este é capturado a mando de Herodes, tetrarca da Judeia. O trecho encontra-se no novo testamento em Mateus 14:1-11 e Marcos 6:17-28. Na passagem do evangelho, o rei Herodes, então casado com a mulher de seu irmão, a rainha Herodíade (ou Herodias), pede uma dança à sua enteada, prometendo dar-lhe qualquer coisa em troca. Herodíade convence a filha que peça a cabeça de João Batista. Vale lembrar que o nome Salomé não aparece no novo testamento. A jovem princesa é apenas mencionada como a filha de Herodíade, enteada de Herodes. É através dos escritos do historiador judeu Flávio Josefo (Flavius Jusephus – Antiguidades Judaicas, livro 18) que o nome Salomé vem a ser registrado na história


Sobre o autor:
OSCAR FINGAL O’FLAHERTIE WILLS WILDE – (1854-1900) Nasceu em Dublin – Irlanda, e muito chamou atenção em solo inglês desde seus tempos de estudante em Oxford, não só por sua excelência nos estudos, mas por sua extravagância, senso de humor e uma refinada visão estética. É até hoje um dos autores mais lidos em língua inglesa. Escreveu poemas, contos, peças que o tornaram célebre, ensaios, além de seu único romance e escrito mais famoso: “O Retrato de Dorian Gray”. Conquistou grande prestígio da sociedade londrina do final do século XIX até ser processado sob acusação de homossexualismo pelo pai de seu amante Alfred Douglas – o Bosie – sendo condenado, em 1894, a dois anos de trabalhos forçados na prisão de Reading. Aí escreveu um de seus livros mais importantes: De Profundis. Após perder todos os seus bens e direitos, deixa definitivamente a Inglaterra passando a usar o nome de Sebastian Melmoth. Reencontra-se com Bosie na Itália para logo ter mais um rompimento com seu amante. Passou seus últimos e penosos anos de vida em Paris, onde falece de meningoencefalite aos 46 anos. Seus restos mortais são transferidos ao Père-Lachaise em 1909 e o tumulo recebe um monumento do escultor Jacob Epstein em 1912 tornando-se um dos túmulos mais visitados do local. Em 2011, para que o túmulo não chegasse a um estado irreparável de degradação pela quantidade de marcas de batom dos beijos que lhe foram dados ao longo dos anos, é colocada uma redoma de vidro ao redor da escultura.

Ah! Beijei tua boca, Iokanaan, beijei tua boca. Senti um gosto amargo nos teus lábios. Era gosto de sangue?... Talvez seja esse o gosto do amor. Dizem que o amor tem um sabor amargo... Mas, que importa? Que importa? Beijei tua boca, Iokanaan, beijei tua boca.

OSCAR WILDE: Aquele cujo túmulo hoje é envolto em vidro no cemitério Père-Lachaise para evitar que seus admiradores o cubram de beijos é símbolo daqueles que se perdem por amor até as últimas consequências, tal qual as palavras de sua extravagante peça Salomé.

Sobre o ilustrador:
AUBREY VINCENT BEARDSLEY (1872-1898) Foi um importante ilustrador e escritor inglês. Suas pinturas em preto e branco influenciadas pela Poster Art e xilogravuras japonesas eram capazes de criar atmosferas grotescas, decadentes e ao mesmo tempo eróticas. Seu trabalho é considerado influenciador do movimento decadentista e da Art Nouveau. Foi um dos criadores de revista The Yellow Book (1894-1897). Nos anos 1970, reaparece como uma influência não só nas artes visuais, mas na música, por nomes como Sèrge Gainsbourg e a banda Humble Pie, que lhe rendeu uma homenagem na capa de seu famoso disco homônomo, conhecido também como The Beardsley album.

Sobre o tradutor:
JUANN ACOSTA – Professor, tradutor e músico nascido em Porto Alegre em 1982. Formado em Letras com especialização em Tradução e Tecnologia. Mestre e Doutorando em Tradução pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente pesquisa a tradução poética de Oscar Wilde e poesia traduzida em audiovisual no canal “Outras Rimas”.